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19 Dezembro 2011

Troca de (pre)conceitos...

No fim de semana passado, mexendo numas caixas com papéis antigos, acabei por me deparar com algumas folhas da revista "Marie Claire".Tratava-se de um depoimento de uma garota de 20 e pouco anos,sobre o tema troca de casais.

Na época que li tinha 20 anos(hoje tenho 27),e ainda era muito ingênua no quesito sexo.Não, não quero pagar de santa aqui , até porque só do tipo mente suja e que não se espanta mais com nenhum tipo de perversão(cada qual com suas taras, né?). Enfim, voltando á reportagem, o texto me impressionou bastante devido naquele momento da minha vida eu não ter ideia de que essas coisas acontecessem de verdade.
No depoimento, ela relatava, com riquezas de detalhes, que o até então namorado(de dois meses) a levou para uma casa de praia com outro casal de amigos,que não eram namorados,mas se pegavam; e no meio de uma bebedeira o cara começou instigá-la a fazer a troca, dizendo que ia ser bom, que ela ia realizar esse desejo dele, o qual nenhuma outra mulher ainda tinha feito isso por ele(homem adora usar esse argumento,né?).No fim a menina topou e acabou gostando da transa com o amigo do namorado.

Em contra partida,ele bebeu tanto que não conseguiu levantar nem pensamento com a outra menina e aí começou a ficar puto por ver sua namorada sendo muito bem comida por seu amiguinho.
Resumo da ópera(do malandro):quando tudo acabou, o cara ,simplesmente, ficou frio com a garota e o pior, começou tratá-la mal por ela ter feito o que ele pediu.Acabou o relacionamento alegando que toda essa situação era um teste, e que ela provou que não servia para ser a garota que ele apresentaria a familia.
Desde então, eu comecei a suspeitar do que hoje tenho certeza, a maioria dos homens sairam da caverna,mas a caverna não sairam deles!
No fundo, nas cabeçinhas deles(sem duplo sentido), a mulher para namorar tem que ter o perfil da Sandy( antes do anal, é claro!)e se a garota for do tipo "topo experimentar algo novo" acaba caindo no descrédito, só serve para fuder e blá blá blá.
No entanto, O que salva é que este pensamento machista e retrógrado, aos poucos, anda sendo vencido por caras que se permitem abrir a mente e o coração para mulheres que sabem o que quer, dar e receber prazer sem medo de serem tachadas de vadias e cia.E você já passou por alguma situação parecida, já julgou alguém, ja foi julgado(a) por se permitir a experimentar? Compartilha com a gente!

Maica.

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